Mostrando postagens com marcador ERA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ERA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Demografia e Educação IV – Por que filhos tendem a superar a escolaridade de seus pais?



Por Flávia Longo

Este é o quarto de uma série de textos sobre algumas das relações que se estabelecem entre dinâmicas de população, estudos demográficos e questões educacionais. Hoje o teor é um pouco diferente, pois conto um pouco da minha trajetória pessoal.

***

Foi com a pergunta do título que dei início a minha pesquisa do mestrado (2013-2015). Ao longo de dois anos, com orientação e aulas de metodologia ela foi sendo lapidada, aprimorada aos moldes requeridos pelo fazer científico. Mas, a essência é esta. Existe uma tendência mundial de que as gerações mais novas consigam estudar tanto quanto ou mesmo superar a escolaridade das gerações anteriores. Falo em tendência, porque não é uma regra absoluta – e ainda são muitos os casos de “imobilidade”, ou seja, quando diferentes gerações, pais e filhos, permanecem com o mesmo status de nível de escolaridade.

Acontece que essa pergunta de partida poderia ter sido respondida dentro de uma pós em Economia, ou Sociologia ou mesmo alguma área da Educação. Por que optei pela Demografia?



Entrei em contato com as pesquisas em Demografia, em 2010, na linha de pesquisa sobre Família, Gênero e População, por meio de um projeto que investigava as mudanças nas famílias no Brasil. Foi quando aprendi sobre as transformações no tamanho e na composição das famílias e dos domicílios, e me perguntei se estas transformações teriam alguma relação com a melhoria das oportunidades de escolarização das crianças e jovens. A literatura há muito sinaliza que a escolaridade da mãe é positivamente correlacionada com a escolaridade dos filhos, e inversamente relacionada ao número de filhos tidos. (Há exceções: mulheres muito escolarizadas protelam o nascimento dos seus filhos para poderem se dedicar a sua formação e ao trabalho. Quando decidem ter filhos, tem dois ou três em um curto período de tempo).

A entrada teórica e conceitual não era exatamente demográfica. Tratava com teoria de estratificação social (alô Marx, alô Weber, alô Boudon!), disponibilidade de capital humano, social, cultural e financeiro (alô Bourdieu!), reprodução social (alô Durkheim!) e os efeitos da família e suas transformações (alô Ariès, alô Becker!). E foi neste último eixo teórico que se estabeleceu a ponte com as mudanças demográficas e a principal crítica ao trabalho.

As mudanças no perfil da fecundidade e a redução dessas taxas foram corresponsáveis pela diminuição do tamanho das famílias. Existe toda uma discussão sobre a razão do declínio da fecundidade, que envolve a transição urbana, a entrada das mulheres no mercado de trabalho, as legislações sobre casamentos, uniões e divórcios, o próprio aumento da média da escolaridade…

Um risco em se assumir a redução da fecundidade para ajudar a responder à pergunta é o de reificar um modelo onde famílias pequenas e poucos filhos são o ideal. Isto pode ser acusado de sustentar uma lógica economicista onde muitos filhos podem ser sinônimos de dificuldades econômicas. Eles competiriam pelos recursos escassos, sendo que seu sexo ou mesmo ordem de nascimento poderiam justificar seu acesso aos estudos. Por exemplo, em pesquisa sobre mobilidade educacional em Taiwan, as meninas eram destinadas ao casamento, sendo que o filho mais velho era o que tinha mais chance de ser enviado para a escola. No Brasil, em um passado recente, já foi observado o contrário: as meninas teriam mais chance que os meninos, e os filhos mais novos teriam melhores condições de frequentarem a escola. Mas, se voltarmos nosso olhar para um passado mais distante, veremos que as meninas tinham poucas chances de estudar, que as condições para frequentar a escola eram um privilégio e quando muito, os filhos homens das classes mais abastadas é quem poderiam estudar e almejar uma formação no Ensino Superior.

Essas mudanças no contexto histórico perfazem outras variáveis que ajudariam a explicar as chances de um filho ou filha estudar mais que seus pais. Cada geração foi formada em um período específico, com legislações de acesso e obrigatoriedade escolar próprias, com composição familiar única. Estas características todas dialogam com uma abordagem muito cara à Demografia, que é a de curso de vida, das trajetórias estudantis, laborais e familiares – que não podem ser analisadas sem a observação dos tempos cronológico e social (tema para outra conversa! Tive o privilégio de cursar uma universidade pública. Meu pai fez faculdade particular em idade mais avançada, minha mãe se formou também em instituição privada, no ano em que ingressei no ensino superior. Meus avós paternos tampouco cursaram o grupo escolar, minha avó materna só pode estudar depois que se aposentou e se formou na faculdade em 2011 e hoje, aos 68 anos cursa pós-graduação. A minha história familiar ilustra pelo menos dois pontos: de que o nível de escolaridade não é estático e eles podem mudar ao longo da vida e, que mesmo a noção de superação da escolaridade dos mais velhos precisa ser relativizada).

Vemos que não apenas a redução da fecundidade poderia explicar as chances de escolarização, mas também as políticas públicas, a região de residência, a idade da mãe e mesmo a cor das pessoas – sim, no Brasil, a herança de um período colonial-escravista deixou profundas marcas de desigualdade que ainda permanecem. Outro aspecto que interfere na análise da mobilidade educacional é a natureza dos dados. No Brasil, a maioria dos dados disponíveis para este tipo de estudo são transversais, isto é, são uma fotografia de um determinado momento e não captam as dinâmicas da trajetória educacional. Mas, nem por isso podem ser desprezados. Uma fonte muito utilizada é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), que em 1996, teve um suplemento especial sobre mobilidade social. Logo abaixo, deixo a indicação de duas pesquisas sobre esse tema no país e uma pesquisa internacional sobre a transição entre escola e trabalho, feita pela Organização Internacional do Trabalho com dados longitudinais e que também captam a mobilidade educacional.

***
Para saber mais:
FERREIRA, S.G.; VELOSO, F.A. Mobilidade intergeracional de educação no Brasil. (artigo).
***
Outros textos da série:
***
Flávia Longo é mestre e doutoranda em Demografia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp. Formada em Ciências Sociais pela mesma instituição, acredita no potencial transformador do ensino e da pesquisa para oferecer respostas às questões sociais. Contato: flavialongo@nepo.unicamp.br


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Demografia e Educação III - Um diálogo com as Políticas Públicas

Por Flávia Longo
Este é o terceiro de uma série de textos sobre algumas das relações que se estabelecem entre dinâmicas de população, estudos demográficos e questões educacionais.
***
Antes, uma breve história do nascimento da Demografia:
Muito antes de a Demografia se configurar enquanto um conjunto de saberes, com técnicas e métodos próprios, desde que temos registros das sociedades do Mundo Antigo, temos também registradas diversas questões demográficas. Por exemplo, uma “proto-demografia” nasce da necessidade que governos tinham em conhecer e contabilizar seus governados. No Egito e na China da Antiguidade foram realizados censos com a finalidade de arrecadar impostos e formar exércitos. Gregos e romanos também tinham suas preocupações populacionais: os primeiros, mais teóricos, se dedicaram às legislações; os romanos, por sua vez e por assim dizer, mais práticos, almejavam o crescimento de sua população, pois esta se traduzia em exércitos maiores. Contudo, foi só com a formação dos Estados Modernos, ao longo do século XIX, que a Demografia se constituiu enquanto disciplina. E foi só após a Segunda Guerra que os países passaram a demandar por pesquisa demográfica para orientar gestores da coisa pública. Mas, isto é assunto para uma próxima conversa…
***
Essa pequenina ilustração nos mostra como desde a origem dos Estados e da vida organizada em sociedade, já existia uma relação entre Estado, população e políticas públicas. Tudo bem que o termo “políticas públicas”, enquanto medidas acionadas pelos Estados para enfrentar problemas percebidos como público, só se consolidou no período pós Segunda Guerra. Quando olhamos para as sociedades antigas, notamos a presença de questões públicas, como o aumento da população para formar exércitos e arrecadar mais impostos, e de medidas para contorná-la, como leis que incentivassem o casamento entre os mais jovens.
E hoje, como a dinâmica demográfica é apropriada pelas políticas públicas? Ou como a Demografia (disciplina) pode contribuir no diálogo com gestores públicos (policymakers)?
Em 2014 o professor e pesquisador George Martine publicou um texto intitulado com a pergunta “A demografia é útil no planejamento de políticas públicas?”, onde apresentou três vantagens em se conhecer e se utilizar a Demografia para o planejamento público. A primeira delas é o fato da disciplina conseguir mensurar os fenômenos sociais. Diante da magnitude e escala dos eventos é possível estabelecer ordens de prioridade e formular políticas mais acuradas. A segunda vantagem é o da elaboração de projeções e tendências futuras, pois a inércia demográfica é mais estável que os contextos políticos e econômicos. No que tange à Educação, por exemplo, ao termos as taxas de fecundidade e as de mortalidade infantil, podemos estimar quantas crianças entrarão no sistema escolar em 6 anos; ou a demanda por vagas universitárias em 18-20 anos. A terceira, por fim, está baseada no caráter interdisciplinar da Demografia que ao unir conhecimentos da Estatística, da Economia e das Ciências Sociais permite manipular os dados e elaborar uma visão sobre a sociedade sob múltiplas dimensões.
Martine cita ainda casos em que o desconhecimento demográfico levou a políticas públicas desastrosas, socialmente e economicamente. Destaco aqui um exemplo da Educação brasileira: desde o Censo brasileiro de 1980 há uma tendência de estreitamento da pirâmide populacional. No entanto, as políticas elaboradas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em meados dos anos 90, trabalhavam com projeções de 2,5% ao ano. Como consequência, o MEC dedicou-se a construir escolas, quando na prática houve redução da demanda por quantidade.
Um outro exemplo do risco em se ignorar as perspectivas demográficas foi dado por Samir KC e demais autores, em 2010. O Objetivo Nº2 das Metas do Milênio, estipuladas no ano 2000 pelas Nações Unidas visou à erradicação do analfabetismo e à promoção da melhoria da qualidade da educação básica “para todos”, como resposta à Conferência de Educação para Todos, ocorrida dez anos antes. Se os formuladores dessa meta tivessem considerado a inércia demográfica, era provável que houvessem ampliado a conquista dessa meta para além do ano de 2015
No texto anterior vimos um exemplo do argumento demográfico sendo utilizado para justificar a medida de reorganização e fechamento de escolas estaduais em São Paulo. E também vimos os problemas que decorrem quando reduzimos o conhecimento demográfico à sua dimensão meramente numérica, distanciada das questões sociais.
***
Os casos acima são, na verdade, espécies de contra exemplo, do que acontece quando subestimamos o conhecimento demográfico na formulação de medidas para contornar um problema percebido como público. Mas, nenhum deles responde a nossa segunda pergunta, de como a Demografia pode dialogar com os gestores públicos.
Embora não consiga oferecer uma resposta fechada (gosto mais é das perguntas!), fico imaginando: do modelo de ciclo de vida das políticas públicas, onde o conhecimento demográfico poderia entrar? Ela é um ator? Ou ela serve apenas à caracterização do público-alvo? Ou seria a própria dinâmica demográfica percebida como um problema público? Ela pode ajudar na construção de indicadores de avaliação das políticas?
Tenho a percepção de que estas respostas não se restringem ao conhecimento acadêmico. Penso mesmo que se trata da construção de pontes entre pesquisadores, gestores, juristas e representantes civis. E que este espaço semanal possa ser um espaço para a construirmos esse diálogo.
***
Para saber mais:
Me propus a escrever sobre algumas relações entre Demografia e Educação, sendo que o texto de hoje se aproximou de políticas públicas que envolvem uma dimensão educacional. Há outras, como a política de cotas, de acesso ao ensino superior e de progressão continuada.
Geralmente quando se trata de políticas em Demografia, são políticas de população: controle ou estímulo da fecundidade, de fluxos migratórios, campanhas para evitar a mortalidade infantil e juvenil. São políticas que sempre tangenciam a perspectiva de gênero. Existe ainda uma discussão sobre políticas de população ou para população – e mesmo do que se entende por política nessas áreas.
Para não estender muito, segue abaixo algumas referências para temas mais amplos entre Demografia e Políticas Públicas:
Nota da UNFPA sobre políticas de população.
Fernando de Holanda Barbosa Filho, em texto sobre Demografia e Política, 2014. 
Nota do IPEA, sobre Desigualdade e Demografia.
***
Outros textos da série:
Texto 2

***
Flávia Longo é mestre e doutoranda em Demografia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp. Formada em Ciências Sociais pela mesma instituição, acredita no potencial transformador do ensino e da pesquisa para oferecer respostas às questões sociais. Contato: flavialongo@nepo.unicamp.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PROGRAMAÇÃO - ERA Urgente


Espaço de Reflexão Acadêmica (ERA) do Prodocência (Programa de Consolidação das Licenciaturas – CAPES) foi pensado para debater temas importantes relacionados à educação formal, colocando em contato pesquisadores e professores de diferentes níveis de ensino.



E.R.A. Urgente

Espaço de Reflexão Acadêmica - Debates Urgentes

Programação atualizada:


Próximos eventos


16/11 (qua, 17:30, sala IH05 - IFCH): Escola S.A. - sobre financiamento ou sobre PPPs (Josianne Cerasoli/DH/IFCH e Roberto do Carmo/DD/IFCH)

22/11: a confirmar.


Já realizados:

11/10 (ter, 19h): Manipulações da BCNN (Josianne Cerasoli/DH/IFCH; o material estará logo em nosso blog)

18/10 (ter, 16h, IFCH/IH05): Ensino Médio para que(m)? (Mariana Chaguri/DS/IFCH)


26/10 (qua, 17:30, vão do PB): Ensino Superior Público e Pago (Sávio Cavalcante/DS/IFCH)


1/11 (ter, 17:30, vão do PB): Conteúdos comprometidos na formação de professores (Helena de Freitas/FE e José Alves de Freitas/DH/IFCH)

8/11 (ter, 17:30, IH04 - IFCH): Escola Sem Partido X Cultura Democrática (Ronaldo de Almeida/DA/IFCH e Josianne Cerasoli/DH/IFCH)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

ERA Urgente: Escola Sem Partido X Cultura Democrática NOVO HORÁRIO E LOCAL

Nesta terça-feira,  dia 8 de novembro, mais uma edição do Espaço de Reflexão Acadêmica - Urgente:

Escola Sem Partido X Cultura Democrática

 (com Ronaldo de Almeida/DA/IFCH e Josianne Cerasoli/DH/IFCH)


 Atenção para a mudança de local e horário: dia 8 de novembro, 19h., no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, sala IH04


compreender_armandinho

Armandinho, por Alexandre Beck

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

ERA Urgente - programação atualizada


Espaço de Reflexão Acadêmica (ERA) do Prodocência (Programa de Consolidação das Licenciaturas – CAPES) foi pensado para debater temas importantes relacionados à educação formal, colocando em contato pesquisadores e professores de diferentes níveis de ensino.


E.R.A. Urgente

Espaço de Reflexão Acadêmica - Prodocência - debates urgentes

Programação atualizada:


Próximos eventos

16/11 (qua, 17:30, sala IH05 - IFCH): Escola S.A. - sobre financiamento ou sobre PPPs (Josianne Cerasoli/DH/IFCH e Roberto do Carmo/DD/IFCH)

22/11: à confirmar.


Já realizados:

11/10 (ter, 19h): Manipulações da BCNN (Josianne Cerasoli/DH/IFCH; o material estará logo em nosso blog)

18/10 (ter, 16h, IFCH/IH05): Ensino Médio para que(m)? (Mariana Chaguri/DS/IFCH)


26/10 (qua, 17:30, vão do PB): Ensino Superior Público e Pago (Sávio Cavalcante/DS/IFCH)

1/11 (ter, 17:30, vão do PB): Conteúdos comprometidos na formação de professores (Helena de Freitas/FE e José Alves de Freitas/DH/IFCH)

8/11 (ter, 17:30, IH04 - IFCH): Escola Sem Partido X Cultura Democrática (Ronaldo de Almeida/DA/IFCH e Josianne Cerasoli/DH/IFCH)





Fiquem atentos as confirmações de palestrantes, locais e horários!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Qual é a cara do Ensino Médio brasileiro? (ERA URGENTE)

Entrevista com o professor Gaudêncio Frigotto

Esquenta do ERA 18/10/2016 no IFCH/Unicamp às 19hs


Tema: Ensino Médio Para Que(m) ?

Local: Sala IH 04 (IFCH)

“Abordar o Ensino Médio, ou a educação em geral, é tentar entendê-lo do ponto de vista de como ele foi sendo produzido historicamente. E de fato o Brasil praticamente não tem Ensino Médio rigorosamente, em quantidade e em qualidade”.             
                                                                          -Gaudêncio Frigotto

Hoje começa o primeiro ERA URGENTE (Espaço de Reflexão Acadêmica), e para aquecer o debate segue link da entrevista que o Professor Gaudêncio concedeu ao site Ensino Médio em debate ( Click Aqui) .




"O apagão do Ensino Médio"  é um dos tópicos apresentados na entrevista do Professor Gaudêncio e que ilustrara bem a atual condição que se encontra as políticas educacionais, e os objetivos proposto pela  reforma do Ensino Médio, e as pautas já encaminhadas do Escola sem Partido. A metáfora apagão revela como se pensa resolver o problema da educação por um simples ato como o de religar a chave.

 Gaudêncio Frigotto é docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), autor de livros e artigos sobre educação e reconhecido como um analista crítico do sistema educacional brasileiro.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ERAs URGENTES


Espaço de Reflexão Acadêmica (ERA) do Prodocência (Programa de Consolidação das Licenciaturas – CAPES) foi pensado para debater temas importantes relacionados à educação formal, colocando em contato pesquisadores e professores de diferentes níveis de ensino.

No momento atual, o aparecimento contínuo e rápido de comissões, medidas provisórias, portarias etc. que atingem direta e profundamente a educação torna-se urgente colocar em pauta os projetos para a educação e o cenário político recente.

Acompanhando essa urgência, anunciamos que ocorrerão semanalmente uma sequência de ERAs Urgentes, com a finalidade de pôr em discussão temáticas cuja importância é imprescindível.

O segundo "ERA Urgente" ocorre dia 18 de outubro, 16h., na sala IH04 (no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas). Ele abre a sequência semanal. Fique atento às chamadas e, desde já, aos encontros previstos para outubro e novembro.

Agenda do ERA Urgente:
·        
  • 11/10 (ter, 19h): Manipulações da BCNN (Josianne Cerasoli/DH/IFCH; o material estará logo em breve aqui)

  • 18/10 (ter, 16h, IFCH/IH05): Ensino Médio para que(m)? (Mariana Chaguri/DS/IFCH)

  • 26/10 (qua, 17:30, vão do PB): Ensino Superior Público e Pago (Sávio Cavalcante/DS/IFCH)

  • 1/11 (ter, 17:30, vão do PB): Conteúdos comprometidos na formação de professores (Helena de Freitas/FE e José Alves de Freitas/DH/IFCH)

  • 8/11 (ter, 17:30, vão do PB): Escola Sem Partido X Cultura Democrática (Ronaldo de Almeida/DA/IFCH e Josianne Cerasoli/DH/IFCH)

  • 16/11 (qua, 17:30, vão do PB): Escola S.A. - sobre financiamento ou sobre PPPs (Josianne Cerasoli/DH/IFCH e Roberto do Carmo/DD/IFCH)

  • 22/11: Sistemas de avaliação educacional e financiamentos (convidado a confirmar)


Fiquem atentos as confirmações de palestrantes, locais e horários!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O PRODOCÊNCIA | UNICAMP EM 2015

O que fizemos em 2015?

Por um lado, a equipe do PRODOCÊNCIA se debruçou na organização de eventos nos quais a troca entre conhecimentos acadêmicos e práticos se dava por meio de palestras e debates. Buscamos para além do ambiente universitário, concatenar a participação de professores, coordenadores pedagógicos e diretores das escolas da rede pública de educação da região de Campinas. Tal esforço tinha como objetivo problematizar a prática pedagógica diária, lançando aos licenciandos os novos desafios da educação contemporânea.

“Alguns Desafios à Educação Contemporânea” foi a primeira palestra organizada pelo PRODOCENCIA e contou com a participação do Prof. Dr. Silvio Gallo da Faculdade de Educação da UNICAMP. A palestra que foi realizada no dia 19/05 e abordou as atuais e principais dificuldades da atividade docente.

“A Filosofia e seu ensino”, segundo evento do PRODOCÊNCIA, abordou a prática pedagógica da Filosofia trazendo importantes nomes das principais instituições de ensino do Brasil para discutir e problematizar o tema. As palestras ocorreram de 15 a 16 de junho.
O terceiro evento do PRODOCÊNCIA centrou-se no ensino de Sociologia. Com o título “Os desafios da escrita de um livro didático de Sociologia são semelhantes aos do ensino de Sociologia? ”, a professora Helena Bomeny trouxe as principais dificuldades do ensino de sociologia nas salas de aula contemporâneas

Além destes três eventos chamados de Espaços de Reflexão Acadêmica, trouxemos para a comunidade acadêmica momentos de reflexão crítica acerca da conjuntura atual da educação. Temas como a reorganização escolar e a construção da base curricular nacional comum foram pautas que passaram pelas dinâmicas do PRODOCÊNCIA.

O outro sentido pelo qual buscamos orientar o projeto é na experiência pedagógica real, isto é, construindo um espaço em que infraestrutura e organização impulsionassem a prática docente. Diante da experiência “Conversas sobre Samba e Sociedade: Interpretações de compositores brasileiros” na qual os licenciando tiveram a oportunidade de ministrar aulas públicas no Museu da Imagem e do Som de Campinas, pudemos identificar quais as principais dificuldades e entraves para a realização de espaços como este.


Assim, iniciamos o ano de 2016 agradecendo as conquistas e avanços de 2015 e projetando o PRODOCÊNCIA para além das atividades realizadas neste ano. Gostaríamos de agradecer a toda a equipe que tanto se esforçou na construção e no bom andamento do projeto, aos coordenadores que emprestaram seu tempo e experiência para a formação de novos docentes, aos participantes dos eventos e palestras que ampliaram profundamente a visão acerca da educação e suas dificuldade e, sobretudo, aos licenciandos e alunos pela paciência e engajamento nas dinâmicas propostas.